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domingo, 3 de junho de 2012

Atividades lúdicas estimulam o cérebro


A maioria das crianças se assemelha àquele coelhinho que bate tambor no comercial da pilha que “duuura”: parecem ter uma energia sem fim, que usam para fazer coisas aparentemente sem muito sentido. Por que passar tanto tempo correndo, pulando uns sobre os outros, ou brincando de morto-vivo ou batatinha-frita? Parecem brincadeiras bobas que servem apenas para divertir as crianças e fazê-las correr. Mas esses jogos fazem muito mais: oferecem um enorme playground para o cérebro aprender por tentativa e erro e ainda são um grande treinamento social para os futuros estresses da vida adulta.
Considere, por exemplo, as brincadeiras tradicionais da infância. Estas são um excelente exercício para o córtex pré-frontal em formação, aquela parte do cérebro que organiza nossas ações, faz planos, elabora estratégias e, sobretudo, diz “não” às respostas impulsivas do cérebro. Crianças pequenas ainda não fazem nada disso muito bem, com seu pré-frontal imaturo, de modo que qualquer “aula” de organização é bem-vinda, a começar pelo bê-á-bá: escolher a resposta certa para cada estímulo. Brincando de lenço atrás, o cérebro aprende que deve responder a um objeto atrás das costas fazendo a criança correr atrás da outra. Enquanto aprende, o cérebro de quebra se diverte com seus erros, o que garante muitas horas de brincadeira – e aprendizado.
Se escolher a resposta certa é importante, não responder quando não se deve também é fundamental, mas já exige um nível de elaboração maior do pré-frontal. Aos 3 anos, meu filho brincava de morto-vivo sem o menor problema, mas o cérebro dele ainda apanhava nas brincadeiras de “nível 2”, que exigem que não se faça alguma coisa ao ouvir um comando. No esconde-esconde, bastava perguntar “Cadê você?” que ele se entregava, lá do seu esconderijo: “Tô aqui!”. Com tempo, prática e muita brincadeira, o córtex pré frontal vai aprendendo que às vezes a ação correta é a não ação.
O passo seguinte é elaborar estratégias que juntam ação e não ação. Quando morto-vivo e batatinha-frita se tornam triviais, brincadeiras como pique-bandeira e depois os esportes organizados dão ao cérebro o desafio de monitorar várias pessoas ao mesmo tempo, decidir quando é o momento de correr e, ainda, driblar o adversário.
O prazer e motivação das brincadeiras da infância vêm da ativação nas alturas do sistema de recompensa, que premia o cérebro que faz algo que dá certo, e assim faz qualquer coisa parecer interessante. Daí vem o “modo de auto-entretenimento” talvez universal em filhotes, capazes de passar horas em seu próprio mundo. Pois é: filhotes de ratos brincam; filhotes de elefante rolam na lama; cachorrinhos e filhotes de leão se amontoam, mordendo-se na nuca ou nas orelhas, em brigas de mentira.
Além de aprender na prática a controlar a si mesmo, o cérebro de quem brinca aprende formas mais saudáveis de regular suas respostas ao estresse. Ratinhos criados em isolamento ou com irmãos sedados demais para brincar tornam-se adultos ansiosos e estressados: em situações ameaçadoras, os animais que não brincaram na infância são mais dados a arroubos de agressividade ou, ao contrário, a se esconder. O mesmo acontece com primatas, entre eles os humanos. A brincadeira bruta expõe os filhotes a pequenos estresses, com os quais eles vão aprendendo a lidar desde cedo. Assim quem sabe um dia eles possam considerar seus problemas adultos “brincadeira de criança”...
Fonte: Mente e Cérebro

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Contribuições da música para o desenvolvimento infantil



A música tem uma contribuição significativa no desenvolvimento da criança, desde dentro do útero da mãe. A música já é percebida pela criança até mesmo durante a gestação, assim, o envolvimento das crianças com o universo sonoro começa antes do nascimento. 
Quanto maior for a riqueza de estímulos musicais de qualidade que a criança for exposta melhor será seu desenvolvimento intelectual. Em relação ao desenvolvimento psicomotor, as atividades práticas musicais ensejam o aprimoramento de sua habilidade motora, e a criança ainda aprende aos poucos a controlar seus impulsos, aprimorando o equilíbrio do seu sistema nervoso. No entanto, é fundamental que o ensino de Musica seja feito de modo agradável e divertido, para que tenha efeito positivo, tanto para quem ensina como para quem aprende. 
É comum os pais se questionarem quanto a idade ideal para iniciar seus filhos na aprendizagem de um instrumento musical. No entanto, é importante que se compreenda que o processo de musicalização deve ser anterior ao aprendizado de um instrumento específico. Muitas escolas já desenvolvem esse trabalho, que se constitui basicamente na vivência e sensibilização musical e, posteriormente à alfabetização, iniciar as aulas de instrumento e de leitura musical. 
Aprender a tocar um instrumento musical na infância contribui no desenvolvimento da criança de maneira global. A música é importante para o neurodesenvolvimento da criança e de suas funções cognitivas. Muitos estudos já demonstraram que a prática musical faz com que o cérebro funcione em rede, exigindo a atenção dos sentidos de forma simultânea - visão, audição, tato, etc - e potencializa a aprendizagem cognitiva, principalmente em relação ao raciocínio lógico, a memória, concentração, espacialidade e o raciocínio abstrato. Por outro lado, o cérebro infantil também poderá ser estimulado intensamente pelo contato com uma boa música, por meio de apreciação, ou seja, ouvindo-a com atenção e propriedade percebendo as nuances, entendendo a forma da sua composição. A presença da musica na infância auxilia a percepção, estimula a memória e a inteligência, relacionando-se ainda com as habilidades linguísticas e lógico/matemática, além de contribuir com o desenvolvimento psicomotor e socioafetivo da criança, independente de sua faixa etária. 
Para finalizar é importante destacar que é de responsabilidade dos pais cuidar do repertório musical dos filhos, principalmente na primeira infância. Para isso, podemos fazer uma analogia em relação aos princípios de uma alimentação saudável: comer um fast food, de vez em quando, não faz mal a ninguém, desde que a alimentação básica do dia-a-dia seja realizada a partir de uma dieta balanceada, rica em verduras, frutas, cereais e proteínas. Da mesma maneira, os prejuízos de se ouvir música descartável, os “rits” da moda na TV ou no rádio, podem ser minimizados se, em casa, os ouvidos e cérebros de seus filhos forem “nutridos” com música rica, estimulante e de boa qualidade.

Juliana Dalbem Omodei
Pedagoga, Psicopedagoga, Mestranda em Educação

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aprendizagem

Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. É um processo contínuo, que sofre alterações na velocidade e na qualidade do que é aprendido conforme a idade e nível de desenvolvimento, isso acontece porque o sistema nervoso - órgão responsável pela aprendizagem - termina seu amadurecimento apenas no fim da adolescência e sofre contínuas alterações pelo ambiente por toda a vida. Com o passar do tempo, a criança demonstra de maneira mais evidente o que aprende. Como você viu na aula sobre desenvolvimento, a criança começa sorrindo, brincando com as mãos, olhando para alguns objetos e assim por diante, até ser capaz, mais tarde, de elaborar teorias sobre o mundo físico e social, além de sistemas de valores e crenças individuais. Durante o processo de aprendizagem e desenvolvimento a criança opera sobre todos os dados recebidos do ambiente e atribui significados a eles - tanto pessoais, quanto da cultura em que está inserida. A aprendizagem, não é um processo limitado à atenção e ao esforço, depende também de estímulos ambientais, de características orgânicas e motivacionais de cada pessoa. O aprender amplia-se com o passar do tempo juntamente com o aumento da capacidade de abstração da criança e com o transcorrer da idade. A aprendizagem é muito mais do que memorizar e copiar os estímulos recebidos. É um processo ativo englobando outras atividades, como: 1) Organizar a nova informação; 2) Comparar e integrar com o que já se conhece; 3) Guardar na memória; 4) Lembrar sempre que necessário. Lembre-se: O bom aprendiz não é alguém com uma memória privilegiada ou um bom copista, mas alguém que consegue manipular a informação de maneira inteligente e flexível. I) Os primeiros anos Nos primeiros anos de vida, aprendizagem e desenvolvimento se confundem, isso acontece porque o sistema nervoso da criança - imaturo ao nascer- prossegue evoluindo por toda a infância e adolescência, isso se reflete sobre seus comportamentos e sua maneira de compreender o mundo. A capacidade que a criança de compreender o mundo que a rodeia é um reflexo da interação do meio - que a estimula - e de processos neurológicos que ocorrem durante o crescimento. Assim, a criança aprende coisas sobre si mesma e sobre o ambiente à medida que informações novas chegam e apresentam "problemas" para que ela resolva, estimulando assim sua inteligência e amadurecimento. Lembre-se: A criança aprende porque o meio provê estímulos para ela e porque suas estruturas cerebrais permitem. Portanto é importante estimular, mas sem esquecer de respeitar o tempo dela. Normalmente antes de entrar na escola, a criança já é capaz de: 1) Nomear coisas 2) Diferenciar classes de animais e objetos 3) O que é certo e errado em casa e no seu grupo de amigos 4) Leis físicas como gravidade, calor e movimento 5) Antecipar algumas reações das outras pessoas e elaborar uma teoria sobre como elas estão se sentindo ou pensando. 6) Encontrar modos de conseguir o que quer. Você pode ajudar nesse processo através de brincadeiras. Durante a infância a criança aprende brincando, literalmente. Respeitar esse direito é fundamental para que seu filho se desenvolva afetiva e cognitivamente. Como dissemos na aula sobre "ser pai", os momentos de intimidade entre pais e filhos são fundamentais para os dois, estes podem ocorrer de maneira prazerosa em torno de um jogo ou de uma brincadeira. Mas em um mundo tão cheio de propagandas voltadas para as crianças, quais são os brinquedos mais adequados para as elas? Certamente os brinquedos não precisam ser caros ou sofisticados, os brinquedos mais adequados para promover a aprendizagem são justamente aqueles simples e que são utilizados há muitas gerações. De acordo com a idade os brinquedos devem trabalhar: 4 a 7 anos: motricidade, os limites das artes gráficas, diferenças sexuais, sociabilidade. Tipos de brinquedos: construtivos, agressivos e optativos. 7 a 9 anos: sexualidade, sociabilidade, limites. Tipos de brinquedos: construtivos e principalmente optativos. 9 a 11 anos: sexualidade (identificação), formação de grupos sociais. Tipos de brinquedos: jogos. De acordo com o tipo podemos classificar: -dramáticos: bonecos (bebês, adultos, velhos), famílias (pano e plástico), copos, pratos, panelinhas, sucatas, caminhões, carrinhos, aviões, motos, etc - animais (selvagens e domésticos) -regressivos: massa modelar, tintas, balde, água, areia, barro -construtivos: jogos, formas e blocos, papel (branco e colorido), canetas, lápis, canetinhas, lápis de cor, pincéis e tintas, tesoura, barbante, cola, palitos,tampinhas,plásticos e panos,montagens -agressivos: revólver, espada, bola (pequena, média, grande), arco e flecha -optativos: jogos, fio e agulha, vela e fósforo II) Na escola Lembre-se: Cada criança é um indivíduo único e tem seu próprio tempo para aprender cada coisa, nem todas as crianças entram na escola sabendo as mesmas coisas! Ir a escola pela primeira ver, ou mesmo retornar de férias à escola, pode trazer uma situação muito delicada e barulhenta. A criança pode começar a chorar, gritar e se desesperar e esse comportamento pode gerar muita angústia e sofrimento aos pais. A criança tem essa reação porque ainda não consegue fazer uma projeção do tempo e por isso não entende que ficará apenas algumas horas ali e logo poderá ver seus pais. Na hora da separação acaba se comportando como se fosse uma despedida definitiva. Assim, os pais devem estar bem seguros sobre o momento de colocar seu filho na escola e que a escola escolhida cuidará bem da criança, mesmo que ela esteja chorando e não tenha vontade de ficar lá. Mesmo que a criança tenha dado um pouco de trabalho para ir a escola, os pais devem demonstrar carinho e afeto, não brigar e exigir que a criança goste rapidamente de ir a escola. A educação familiar é fundamental, pois são os pais que ensinarão ao filho humano os valores culturais e morais, por isso devem sempre que possível mostrar o quanto é importante aprender e desenvolver o gosto pelo conhecimento. Também quando a vida escolar se inicia a convivência entre pais e filhos pode ser usufruída. Pergunte ao seu filho como foi o dia na escola, o que ele aprendeu de novo, demonstre interesse na vida escolar da criança isso ajudará para que ela aprenda a importância de ir à escola e de se dedicar aos estudos. Escolher a escola não é uma tarefa fácil. A melhor escola é aquela que está em sintonia com os valores e hábitos dos pais. Dessa maneira o diálogo entre pais e escola também é facilitado. Depois de passar pela escolha da escola, o primeiro dia de aula os pais ainda devem continuar seu trabalho como educadores. Acompanhar a vida escolar de seu filho não é apenas um direito, é um dever já que a criança raramente irá fazer as tarefas de casa por conta própria, mas não faça o dever pelo seu filho. Valorize as conquistas do seu filho, faça elogios quando ele for bem em provas, receber um elogio da professora. É sempre mais importante dar atenção antes de mimos! Os filhos imitam os costumes dos pais, o melhor ensinamento vem do exemplo. Assim, evite mentiras, gritos e ou dar recompensas arbitrárias seu filho para fazer tarefas e estudar. Paciência é uma das maiores virtudes de um bom educador, ser pai realmente não é tarefa fácil, mas tenha paciência quando seu filho não quiser fazer o dever de casa. Outra coisa que deve ser lembrada: irmãos são diferentes, por isso evite estereótipos e comparações. Faça elogios e valorize o que cada criança tem de melhor. Elogias e valorizar não significa ser amigo de seus filhos, quando eles fizerem algo de errado exerça sua autoridade, isso não significa bater ou ser muito violento, mas sim impor limites à criança. Nunca sobreponha amizade à responsabilidade e autoridade, você deve ser pai (ou mãe) de seu filho e não um amigo que permite tudo. O mercado de trabalho tem se tornado competitivo e por isso os pais acham que colocando seus filhos em vários cursos como: inglês, natação e outras atividades, estarão preparando melhor a criança para o futuro. Cuidado! Excesso de atividades pode acabar reduzindo o desempenho. Mesmo depois da primeira infância a brincadeira com os amigos e com os pais é uma forma de aprendizado importante para a criança. III) Problemas no processo de aprendizagem O problema de aprendizagem é uma perturbação ou falha na aquisição e utilização de informações ou na habilidade para solução de problemas. Geralmente, essas dificuldades tornam-se mais aparentes quando a criança entra na escola, pois os conteúdos ficam mais complexos, além disso, em um grupo maior de crianças é possível fazer comparações entre a mesma faixa etária e perceber se alguma apresenta dificuldades que as demais do grupo não possuem. Para que a criança aprenda devem estar presentes condições para que isso ocorra de maneira satisfatória. Podemos dividir essas condições em três grupos: 1) Funções psicodinâmicas: deve haver integridade psíquica e emocional para que a criança aprenda. Criança sob forte stress em casa ou na escola pode apresentar dificuldade de assimilar o que lhe é ensinado. 2) Funções do sistema nervoso periférico: Uma criança com problemas de visão ou audição recebe menos informações ambientais. Se ela não for atendida em suas necessidades pode não aprender adequadamente os conteúdos apresentados na escola ou mesmo fora dela. 3) Funções do sistema nervoso central: O cérebro é o responsável pelo armazenamento, elaboração e processamento da informação. Uma pequena parcela das dificuldades de aprendizagem pode ser resultante de problemas nos processos cerebrais, o que exige investigação cuidadosa de um profissional. As dificuldades no aprender podem, portanto, ser causadas pela ausência de uma das condições mencionadas acima. Eventualmente o problema em um nível pode trazer problemas em outro nível. Por exemplo: uma criança que enxerga mal e não usa óculos (grupo 1) pode ter seu desempenho prejudicado e se sentir excluída no ambiente escolar (grupo 2). Tipos de problemas Leitura Os problemas específicos de aprendizagem mais comuns são os distúrbios de leitura - dislexia -, pois envolvem uma série de processos cognitivos. Para ler um texto escrito precisamos: 1) Ter atenção dirigida e controlar os movimentos dos olhos pela página 2) Reconhecer os sons associados com as letras 3) Entender as palavras e a gramática 4) Construir idéias e imagens 5) Comparar as idéias novas com as que você já tem 6) Armazenar idéias na memória. Você pode detectar algum dos sinais de dislexia em casa, observando, por exemplo, se o seu filho apresenta: 1) Atraso na leitura de dois ou mais anos com relação às crianças da mesma idade 2) Velocidade na leitura é inferior a 50/60 palavras por minuto. 3) Erros freqüentes na leitura (omissões, substituições, inversões de fonemas - vogais e consoantes sonoras) 4) Não diferencia adequadamente os lados direito e esquerdo 5) Ver outros sinais considerados importantes Escrita: habilidade escrita abaixo do nível esperado - disgrafia - para idade, inteligência e escolaridade. Cálculo: dificuldade nos procedimentos de cálculos iniciais - discalculia -, envolvendo estratégias de contagem para resolução de problemas aritméticos de adição e subtração. Se a criança apresenta alguma dificuldade de aprendizagem ela deve ser examinada por um profissional - psiquiatra infantil, psicólogo, psicopedagogo - que fará uma avaliação do problema e o encaminhamento adequado. Durante essa avaliação, o profissional irá realizar uma série de investigações em vários níveis: 1) Avaliação psicopedagógica: Observa-se a escola e o método pedagógico avaliando se é adequado e se não existem fatores emocionais e motivacionais dificultando a aprendizagem. 2) Avaliação neuropsicológica: são investigadas as funções de atenção, memória, habilidades motoras, linguagem, leitura, escrita, aritmética, percepções visuais, auditivas e sinestésicas, função intelectual e aspectos emocionais. 3) Testes psicológicos. Lembre-se: O acompanhamento atento e cuidadoso dos pais é sempre o melhor meio de detectar precocemente dificuldades escolares. Referências Pereira, E. P. Projeto Brinquedoteca na Universidade Federal do Paraná: Relato da Experiência disponível em http://www.eci.ufmg.br/gebe/downloads/114.pdf Ciasca, S. M. (org.). Distúrbios de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Multidisciplinar, Casa do Psicólogo, 2003 Melanie Mendoza - Graduanda em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP Carolina R. Padovani - Psicóloga. Mestranda do Instituto de Psicologia da USP Projeto Distúrbios do Desenvolvimento do Laboratório de Saúde Mental do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) Fonte: www.psiquiatriainfantil.com.br